Rodízio, jogo do galo e espigas
Permitam-me, caros confrades, que partilhe com todos vós a minha experiência de sábado passado na Veneza portuguesa:
Por motivos do aniversário da nossa amiga L., dirigi-me na companhia do nosso confrade lenda-de-rock-fascista à prazenteira cidade de Aveiro. O jantar consistiu num belo e, por sinal, barato rodízio bem regado por uma caipirinha, Esteva e, para finalizar, um pequeno balde de visque.
Logo depois, dirigimo-nos a um bar, local onde comemos mais uns fininhos. Depois, já em plena disco, na companhia do nosso confrade cavaleiro das trevas, do sósia do digníssimo magistrado da comarca de Castelo de Paiva e do gajedo que com ele costuma circular, começou o espectáculo que passo a descrever:
Vá se lá saber porquê, mas eu e o sósia supra descobrimos que as paredes pretas da dita discoteca permitiam que, apenas com um passar de unha, sobre ela se criassem verdadeiras obras de arte. Resultado? O estabelecimento de diversão nocturna ficou valorizado por uma série infindável de jogos do galo. Resta acrescentar que, no final, o sósia levou uma ligeira vantagem no saldo entre vitórias e derrotas. Vantagens de quem não faz a ponta dum corno na vida...
Depois de saírmos, verificámos que do outro lado da rua existia um belo e extenso campo de milho. Como seria de esperar, decidimos deambular pelo campo, por caminhos nunca dantes desbravados. àparte de me ter cagado todo, decidimos igualmente brindar as pessoas que por perto lá passavam com umas inofensivas espiguitas de milho as quais, por azar, não acertaram em ninguém. Talvez para a próxima...
E foi isto.
PS. Não consigo entender, nem aceito, que o Paulo Portas esteja contra ele mesmo. Como é que é possível ele não deixar atracar o barco onde se iriam realizar diversos Paulo Portas?!?
Inté,
Bizinho a caminho de uma prova de Karts