Faço aquilo que o cú do Paulo Portas faz todos os dias ao ver-vos retomar a frequência do blog: folgo. Isto posto,
O retiro foi, indubitavelmente, o melhor fim de semana dos meus últimos dois anos de vida. Magnífico. Sublime. Espantoso. Aquela tarde passada na praia da SuperTuba, a beber imperiais e a comer caracóis, deita por terra todas as teorias filosóficas e religiosas sobre o sentido da vida. Em suma: o Homem nasceu para petiscar e beber bujas com os amigos à beira mar. É esse o sentido da vida. E sempre que o não estou a fazer estou contrariado. É natural, estou a fazer algo que é contra natura, i.e., não comer petiscos e não beber bujas com amigos à beira mar. Isto é lógico e elementar. Urge repetir e repetir e repetir em muito breve.
Amplexos para todos
Viva Portugal!!
Abaixo o Governo!!
Putas ao poder, que os flhos já lá estão!!
PS. Uma adenda à discussão política que inflamou o último retiro: Provavelmente até sou democrata, mas isso não inviabiliza que não concorde com o regime de organização estadual vigente hodiernamente. É que afinal, não vivemos em democracia, vivemos na partidocracia. O "demos" não tem um único representante na coisa pública. Os partidos, inicialmente arquitectados para serem instrumentos de expressão da vontade do "povo", (rectior, população) transformaram-se num fim em si mesmo. Representam-se a eles próprios. Abaixo a partidocracia. Afinal, a democracia não é muito diferente do comunismo, nem do anarquismo: é uma teoria muito bonita, mas até hoje foi impossível aplicá-la.