Mescla!
Ficou hoje provado porque é que os Bancos são uns verdadeiros proxenetas. É que, para além de nos foderem o dinheiro, recebem todo aquele que tão honestamente as putas que - felizmente - pululam entre nós auferem.
Estava eu, há 437 horas e meia, na fila de uma agência de um conhecido Banco, farto de ouvir tudo quanto era ser respirante à minha volta a desejar bom ano uns aos outros, quando, atrás de mim, se colocaram estrategicamente duas cidadãs de um país tropical que fala a nossa língua. Reproduzo agora a sua conversa:
"- Hoji istou muito cansada...
- É. Cê trabalhou muito ontchi?
- Demasiado.
- Também eu. Cê sabi o qui mi aconteceu? Cê conhece o M.... ?(n.d.t.: não revelo o nome por ela proferido para proteger a sua identidade.)
- Claro, eli é muito bacana, não?
- É. Mi dá um montchi dji presentxi. Eli gosssta mezmo dji mim. Sabi o qui eli mi pidjiu?
- O quê?
- Mi pidjiu prá tranzá sem camisinha. Cê viu só?
- E você?
- eu lhi djissi qui ia pensá. O qui é qui cê acha?
- Eu nunca faria isso!
- Eu sei, eu também não. Maisss eu o conheço há tanto tempo e eli é tão bonzinho para mim..."
Neste ponto da conversa, senti uma mão a meter-se-me pela braguilha dentro, a sacá-lo para fora e uma delas começou a fazer-me um belo dum bico. Nisto, os homens que ali estavam fugiram, incomodados com a minha masculinidade; as mulheres, formaram uma nova fila, desta vez não ao balcão, mas sim à espera que a brasileira terminasse.
Infelizmente, isto foi o que poderia perfeitamente ter acontecido. O que realmente sucedeu foi a vaca do guichet chamar-me umas 3 vezes, impedindo-me de ouvir o resto da conversa.
Moral da história: há vacas dentro e fora do balcão, ou seja, um pouco por toda a parte. Ainda bem.
Inté, HAS