Caros companheiros
Parece que está em curso uma campanha, patrocinada pelos meios de comunicação audiovisuais, com o objectivo de arrancar do anonimato todos os portugueses.
"Um cd e um papel numa novela para cada português".
Os ídolos e as operações triunfo, procuram dar a cada português a oportunidade de ter nas bancas um cd da sua autoria à venda.
É uma merda impressionante. Estou espantado.
Até já quem defenda que deve mudar-se o famosos bordão popular de:
"Quem canta, seus males espanta" para:
"Quem canta mal, os seus (compatriotas) espanta"
Cá espero, pacientemente, pela minha vez. Acho que vou fazer alguma coisa na área do black metal.
De outro lado, na TVI pululam telenovelas, como esterco, de gosto duvidoso: A criação nacional.
Pretende alacançar-se, com tal meio, o desiderato de cada português vir a ter o seu papel numa novela.
Cá aguardo, outrossim, pacientemente pela minha vez.
Quando chegar, quero que a novela em questão tenha como tema amores tórridos em que eu me envolvo em actividade libidinosas com a ex-actriz de filmes pornográficos - a Sofia Alves.
A final, a experimentada actriz, vai descobrir o que meu personagem é um canalha sem sentimentos. Um bruto com um pénis de dimensões grotescas. De seguida chora muito e acaba por casar com um choninhas qualquer, interpretado por um desses actores rabetas da moda (leia-se modelos).
Já o mongrama (porque feito de e para mongolóides - excluindo-se expressamente, nesta passagem, toda e qualquer interpretação ofensiva das pessoas que padecem de trissomia 21, antes nos referindo ao mongolismo intelectual, que é pior) Bigue brodere, é a manifestação mais expressiva da hodierna desevolução do homem em direcção à amiba.
Não percebo esta prolixidade de meios com o escopo de mostrar sexo na televisão.
Tal mongrama situa-se numa indefinição conceitual que o torna inútil.
Por um lado não é tão badalhoco que possa considerar-se pornográfico.
Por outro lado... Não há por outro lado.
Esta aposta da TVI só se justifica se se tiver em conta a nova lei fascista da televisão, que codifica o canal 18 a partir da meia-noite, tentando, por esta via, ser uma alternativa a um nicho de mercado cuja procura abruptamente aumentou: o pessoal que quer ver umas berleitadas à borla na televisão.
No entanto, tal desiderato cai pela base se tivermos em consideração o argumento supra exposto, ou seja, aquilo não é tão badalhoco que possa considerar-se pornográfico.
Espero que a TVI me engane.
PS. Havia de crescer um pessegueiro no cú do legislador. Aquela merda não se faz, pá.
Nunca na minha vida tinha sentido, de forma tão directa, os efeitos de uma lei como neste caso da lei da televisão.
É que é uma medida socialmente castrante: quem tem dinheiro tem sexo; quem não tem, toca... Nem isso, pá. A ver o quê? A fronha passada a ferro da Cristina Caras Lindas na TV Saúde?
Se há coisa com dignidade para um buzinão é essa lei de cariz fascista. Ainda por cima impulsionada pelo bastião da moral: o Paulinho, conhecido rabeta que compartilha a cama com juízes.
Um Amplexo